Obra de continuidade: confira o romance **O Grande Sonhador** na coluna. O maléfico polvo de oito tentáculos, sempre jovem, sempre divorciado e sempre disposto a amar ainda mais o próximo clube — talvez uma espécie de especialista em ex-esposas. No dia do seu trigésimo aniversário, Carl era mais um dos grandes campeões do futebol. Ele usava a braçadeira de capitão, recebia o maior salário, a diretoria dependia dele, os colegas confiavam nele, os adversários o admiravam e os torcedores o amavam. Era o melhor lateral do mundo. Mas ele só queria se aposentar. A razão não podia ser dita. Tentou, então, alguns meios que não causassem danos maiores: dentro de campo jogava com uma ferocidade extrema, rezando ao contrário para que a lesão que mais temia voltasse. Porém o corpo dele ficou de repente incrivelmente resistente. Os jornais, dia após dia, o tratavam como um guerreiro heróico; no hospital, exame após exame, tudo mostrava que estava saudável. Também tentou, no vestiário, não se conter mais e explodir de raiva, esperando ser excluído coletivamente pelos colegas. Mas o clima interno do time estava em um nível de união e harmonia nunca visto, e ele, sem querer, removeu o grande problema. A diretoria abriu uma garrafa de champanhe para ele e, rindo, comentou: “Sem você no time, nem um dia passa!” Mordendo o lábio, foi para uma boate, ficou oito horas bebendo sem parar, de propósito se expondo nos holofotes para parecer embriagado. Um escândalo daqueles agora não daria para escapar. No dia seguinte, a torcida só dizia: “Nossa, que pena, que santo fez o Carl beber por amor?” Alguns companheiros de time ficaram de repente sombrios, cercando-o com indiretas, de modo quase carente, até derramarem duas lágrimas. Foi uma sequência de jogadas feroz: ao olhar o desempenho, soltou-se: “Capitão, você não pode ir embora!” Até a Bola de Ouro, que por anos fazia pouco caso dos defensores e de certos estilos mais “duros”, de repente lhe acenou. Carl: — Não? Não… eu só quero me aposentar… Embora a chamada do texto seja bem alegre, o conteúdo principal é uma tragicomédia: sucesso profissional com dor de alma e amadurecimento, com sabor realista. Quem gosta de leitura apenas de puro prazer, por favor, não entre; obrigado pela compreensão. Um romance finalizado com protagonista superalegre e meio bobo, que faz milagres com força bruta: **(Futebol) Grande Inteligente**. O protagonista é o capitão duplo Débai, um tipo fora do padrão de galã clássico; é realmente atípico, não é texto de entretenimento fácil — aviso de novo. (As tags já foram confirmadas com a edição.) Há cenas românticas com clima de BE e amor de seta única, e no fim não há cp; se não gosta, não entre por engano. Se tudo der certo, sejam bem-vindos, novos mamis! Boa leitura nas próximas atualizações! (coração enorme).